Jorge Eduardo nasceu no Rio de Janeiro,
em 1936. Ingressou na Faculdade
Nacional de Arquitetura em 1956. Dois
anos depois realizou sua primeira
viagem ao exterior, onde durante
quatro meses visitou os principais
museus da França, Inglaterra, Bélgica,
Holanda e Itália, tendo trazido dessa
viagem inúmeros desenhos e aquarelas
dos lugares por onde passou.
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![]() Jorge Eduardo |
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Diplomou-se em Arquitetura e trabalhou como arquiteto durante dois anos, ao fim dos quais ingressou na Publicidade. Atuou neste campo até 1977, sempre voltado para a direção de arte e criação. Pintor autodidata, iniciou sua carreira artística em 1972, desenvolvendo uma temática de paisagens e florestas imaginárias em desenhos, aquarelas e óleos. Em 1977 trabalhou como gerente de marketing de uma grande empresa comercial, procurando conci-liar as duas atividades, enquanto evoluía tecnicamente na pintura. A partir de 1981 passou a dedicar-se exclusivamente à carreira de pintor, desenvolvendo um trabalho hiper-realista, pintando cenas e paisagens a partir de suas próprias fotografias e aplicando-as a janelas obtidas em demolições. Foi numa exposição coletiva que realizou na Funarte em 1982 que chamou a atenção do marchand Jean Boghici, que acompanhava a evolução do seu trabalho. Em 1984, Jorge participou da mostra “Realismo Poético do Rio de Janeiro nos Séculos XIX e XX na obra de Gustavo Dall’ara e Jorge Eduardo”, no Copacabana Palace, organizada e prefaciada por Jean Boghici. Dessa exposição resultou o convite para sua primeira mostra em Paris, mais precisamente na Galeria 1900-2000, dirigida por Marcel Fleiss. Foi nessa exposição, realizada em maio de 1986, que Jorge Eduardo recebeu a visita do Presidente francês François Mitterrand. Sempre aperfeiçoando-se na técnica hiper-realista em óleo, passou a trabalhar simultaneamente com as janelas e com sua nova criação por ele denominada “ilujetos”, um trabalho que retrata objetos do cotidiano em acrílico sobre madeira industrial, recortados e fixos numa montagem oculta que faz com que, afastados da parede, projetem uma sombra e ampliem a ilusão da tridimensionalidade – daí o termo ILUsão do obJETO. Em 1991 realizou uma exposição individual na Kouros Gallery em Nova York, onde apresentou janelas e ilujetos. O tra-balho “A Big Apple”, um ilujeto representando uma maçã de ouro refletindo os prédios de Manhattan na superfície polida, foi adquirido pelo Metropolitan Museum of Art de Nova York. Em 1995 Jorge Eduardo pintou o ilujeto “Bandeira do Brasil”, reproduzindo a enorme bandeira que fica hasteada na Praça dos Três Poderes em Brasília. Esse trabalho passou a ser exposto na sala do briefing do Palácio do Planalto. O artista dedica-se também a pintar retratos, sempre a partir de fotos tiradas por ele próprio. Desde que passou a fazer estudos em aquarela para suas janelas aprimorou-se também na técnica da aquarela hiper-realista, o que o levou a lançar-se no projeto “Aquarelas do Brasil”.
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